Intolerância à lactose: Confira o que é, quais são os sintomas, tipos e tratamento dessa síndrome.

Imagem: Reprodução/Google


A intolerância à lactose é uma síndrome causada pela diminuição ou falta de lactase no corpo, que é a enzima responsável pela digestão e absorção da lactose, um açúcar presente no leite e derivados como iogurte, manteiga, sorvete e queijos.


Essa dificuldade em digerir e absorver lactose pode causar alguns sinais e sintomas como inchaço, excesso de gás, diarreia, dor abdominal e dor de cabeça. Conheça outros sinais e sintomas de intolerância à lactose.


A intolerância à lactose pode surgir nos primeiros dias de vida, na idade adulta, ou pode até ocorrer devido à presença de situações como tratamento quimioterápico, doença de Crohn ou gastroenterite, por exemplo. O diagnóstico de intolerância à lactose é feito por um médico, que avaliará os sinais e sintomas, e solicitará exames e exames, como exames respiratórios e orais, e exames de sangue e fezes.


Principais sinais e sintomas


Os principais sinais e sintomas da intolerância à lactose são:


  • Excesso de gases;
  • Dor na barriga;
  • Diarreia;
  • Náuseas;
  • Dor de cabeça;
  • Barriga inchada;
  • Cansaço;
  • diminuição da concentração e memória;
  • Dor muscular ou articular.

Além disso, em casos mais graves, a intolerância à lactose também pode causar perda de peso, desidratação, crescimento infantil atrasado e morte.


Tipos de intolerância à lactose


De acordo com a idade e a presença de algumas situações de saúde, a intolerância à lactose pode ser classificada como primária, secundária ou congênita:


1. Intolerância à lactose congênita


Esse tipo de intolerância é muito rara e surge nos primeiros dias de vida após a ingestão de lactose, através do leite materno, quando a mãe consome leite e laticínios, ou a ingestão de outros tipos de leite, causando diarreia intensa, vômitos, desidratação e dificuldades para ganhar peso.


A intolerância genética à lactose ocorre quando o corpo do bebê não consegue produzir a enzima lactase por uma alteração genética, sendo uma situação grave e que, quando não identificada precocemente, pode levar à morte.


2. Intolerância primária à lactose


Esse tipo de intolerância à lactose é o mais comum e acontece devido à diminuição ou falta da enzima lactase no intestino, causada por um processo natural do corpo ao longo dos anos.


No entanto, em alguns adultos podem ocorrer alterações genéticas que mantêm a produção normal de lactase, permitindo a digestão da lactose e impedindo o aparecimento da intolerância.


3. Intolerância secundária à lactose


A intolerância à lactose secundária é uma condição que pode ser temporária e é causada por danos às células intestinais responsáveis pela produção da enzima lactase, como no caso do rotavírus, gastroenterite, medicamentos (antibióticos e quimioterapia), radioterapia, diarreia crônica, doença celíaca, infecções intestinais bacterianas.


Possíveis causas


A intolerância à lactose pode ser causada por uma mudança genética que impede a produção da enzima lactase ou pode ser causada pela diminuição natural da produção de enzimas de lactase com o avanço da idade.


Além disso, algumas situações que causam danos às células intestinais, como quimioterapia ou tratamentos de radioterapia, uso de antibióticos orais, diarreia crônica, doença de Crohn, infecções bacterianas, virais e protozoárias como giardia e ameba, também podem causar intolerância à lactose.


Diferença entre a intolerância à APLV e a lactose


A alergia à proteína do leite de vaca, ou APLV, é uma reação do sistema imunológico a uma ou mais proteínas presentes no leite de vaca, como caseína, lactoglobulina, lactoalbumina, soroalbumina e imunoglobulinas.


A APLV acontece quando você ingerir ou ter contato com a pele com produtos como leite de vaca e seus derivados, como sorvete, queijo, manteiga e bolos, causando o surgimento de sinais e sintomas como urticária, vômitos, diarreia e crescimento infantil atrasado. Conheça outros sintomas da APLV.


A intolerância à lactose, por outro lado, é uma dificuldade que o corpo tem para digerir e absorver lactose, devido à diminuição ou ausência da enzima lactase no intestino, causando principalmente sintomas como excesso de gases, dor abdominal e diarreia.


Como confirmar o diagnóstico


O diagnóstico de intolerância à lactose deve ser feito por um médico, que avaliará os sinais e sintomas apresentados e o histórico de saúde da pessoa, podendo também recomendar a remoção de alimentos de lactose, como leite, iogurte e queijos, da dieta, durante 2 semanas para verificar se há melhora dos sintomas.


Além disso, o médico também pode solicitar alguns exames para confirmar o diagnóstico, verificar as possíveis causas e a quantidade de lactase que o corpo ainda produz, como teste respiratório, teste de tolerância à lactose oral, fezes e exame de sangue. Veja todos os testes e testes para diagnosticar a intolerância à lactose.


Como o tratamento é feito


O tratamento da intolerância à lactose deve ser feito sob o acompanhamento de um médico e de um nutricionista, onde é recomendado diminuir ou excluir o consumo de leite e seus derivados, como manteiga, iogurte, queijo e sorvete. Veja outros alimentos que devem ser evitados ou excluídos na intolerância à lactose.


Na intolerância primária, a recomendação é diminuir o consumo de lactose mantendo um máximo de 15 g de lactose por dia, o que equivale a 300 ml de leite ou 300 g de iogurte, por exemplo, que deve ser dividido em 2 refeições ou mais ao longo do dia. No entanto, a redução de leites e habitações pode não diminuir os sinais e sintomas de intolerância em algumas pessoas, e é indicado para levar a lactase enzimática junto com as refeições que contêm lactose.


Em casos de intolerância secundária, pode ser aconselhável excluir o leite e seus produtos alimentícios inteiramente por 1 mês ou mais, até a recuperação do intestino. No entanto, essa exclusão deve ser sempre guiada e acompanhada por um médico, ou nutricionista, para evitar a deficiência de nutrientes importantes como cálcio, vitamina D, vitamina A e fósforo.

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