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Presidente da Câmara Arthur Lira defende novo programa social.

Imagem:Google

Debate sobre extensão do auxílio emergencial é reprovado em Brasília. Nessa semana, o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL) informou que não está de acordo com a proposta de renovação do coronavoucher e do Bolsa Família. O parlamentar sugeriu a consolidação de um novo projeto social


Uma rodada a menos do auxílio emergencial significa nova pressão no governo federal sobre a possibilidade de renovação do projeto. Apesar da iniciativa ser bem vista em todo o país, há um certo clima de instabilidade política, uma vez em que o presidente da Câmara, Arthur Lira, vem rejeitando a proposta.


Passamos 3 ou 4 meses sem pagar auxílio. Voltou de maneira mais moderada. Se nós tivéssemos votado um valor pouco menor no ano passado, talvez pudéssemos espaçar por mais tempo. Mas, enfim, são coisas das votações e a gente tem de democraticamente entender. O auxílio deve ficar entre julho e agosto. Não acho que a melhor decisão seja postergá-lo“, disse Lira.


Segundo ele, o governo precisa trabalhar em prol de um programa que finalmente estabilize a economia para esse grupo mais vulnerável e fora do mercado de trabalho. O gestor defende a necessidade de reformular a agenda social do país, pois o atual cenário não traz retorno efetivo.


“Mas não de auxílio, mas de renda permanente em substituição ao Bolsa Família. Inclusive sendo mais socialmente agradável, palatável. Ele vem com as discussões que tivemos lá atrás, vem com inclusão social“, disse Lira, em evento virtual promovido pelo Bradesco BBI.


Lira defendeu ainda que o Congresso tem “condições de votar esse programa antes do fim do auxílio. O valor, os números virão do quanto a gente puder mexer e onde pode mexer sem ferir nenhum princípio do teto de gasto, das responsabilidades fiscais”, disse, afirmando que a nova proposta não deve passar deste ano.


O que já foi anunciado no novo Bolsa Família


Sob discordância da Câmara, Bolsonaro segue anunciando seus planos para o novo Bolsa Família
De acordo com ele, já a partir de setembro o programa passará por uma série de reformas, sendo ampliada a faixa de renda para inclusão e reajustados os valores das mensalidades.


As principais mudanças na pauta de Bolsonaro sobre o Bolsa Família incluem:


  • Valor do auxílio-creche mensal para cada criança seria de R$ 52,00
  • Bônus anual para o melhor aluno de R$ 200,00
  • Bolsa mensal de R$ 100,00, mais um prêmio anual de estudante científico e técnico de destaque de R$ 1.000,00
  • Renovação nas regras de entrada e saída do programa
  • Atualização nos critérios mínimos de renda para inclusão no projeto


Inclusão no auxílio emergencial permanece válida


Enquanto a administração pública debate sobre como funcionará o Bolsa Família e se haverá a extensão do auxílio emergencial, os projetos permanecem funcionando em parceria até o fim de julho.


Ao todo, os segurados do BF serão contemplados com quatro parcelas contando com extensão de renda pelo coronavoucher. O valor máximo concedido é de R$ 375 para as mães de família solteiras.