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O presidente da Câmara dos Deputados , Arthur Lira afirma que o novo Bolsa Família deve ser aprovado até julho


O presidente da camara dos Deputados , Arthur Lira (PP-AL)defende que o auxílio emergencial não deve ser adiado em 2021, pois deve ser substituído pela reformulação do Bolsa Família ainda este ano. O parlamentar disse que o ideal seria votar e aprovar uma nova proposta de transferência de renda antes mesmo do recesso parlamentar em meados de julho.


"O auxílio (emergencial) deve ser entre julho e agosto. Não acho que a melhor solução seja adiá-la. Temos que ter um projeto viável antes mesmo da votação do recesso de um projeto de renda permanente em andamento do Bolsa Família, mesmo sendo mais palatável socialmente", disse Lira durante o evento do Bradesco BBI na segunda-feira.


Além da votação antes do recesso, Lira argumenta que o novo programa entrará em vigor ainda este ano.


"Acredito que poderemos votar este programa antes do fim do auxílio (emergencial) e ele deve começar a vigorar ainda este ano. O montante, os números (do orçamento da ação), virá de quanto podemos mover e para onde podemos nos mover sem ferir qualquer princípio do teto de gastos, das responsabilidades fiscais", ressaltou, dizendo que o obstáculo para a criação de um novo programa de transferência de renda permanente não é financeiro, mas orçamentário.


O deputado argumentou que o novo programa precisa contemplar o que classificou como inclusão social, e usou como exemplo a entrada desses beneficiários do Bolsa Família no mercado formal de trabalho.


Segundo Lira, poucas pessoas correm o risco de procurar oportunidades de trabalho com carteira assinada porque não voltariam ao programa se perdessem seus empregos. O novo programa precisa ser inclusivo, incentivar os cidadãos a conseguir um emprego formal, mas garantir o retorno automático se perderem o emprego.


A declaração de Lira vai contra o que havia sido discutido no governo. Como mostrou o relatório, o governo estava avaliando a possibilidade de prorrogação do auxílio emergencial e adiamento da reforma do Bolsa Família, inicialmente prevista para começar em agosto.


Com uma possível terceira onda de Covid-19 e altos níveis de desemprego e pobreza, a avaliação é que a extensão da ajuda seria mais eficaz para melhorar a popularidade do presidente Jair Bolsonaro e ainda agradar parlamentares da base aliada.