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O economista disse que a decisão dos deputados no acordo com o Mercosul foi "uma expressão de natureza política".


O governo brasileiro respondeu à decisão do Parlamento Europeu de aprovar simbolicamente a resolução, rejeitando o acordo entre a UE e o Mercosul e classificou-a como uma "manifestação política" sem efeito real na lei do processo de avaliação do tratado.


Em nota emitida pelo Ministério da Economia, o governo disse que "monitora de perto" as manifestações dos membros do Parlamento Europeu durante a aprovação do relatório de 2018 sobre a implementação de uma política comercial comum entre os dois blocos.


A resolução expressou oposição ao acordo e disse que o acordo "não pode ser ratificado como está".


Em sua divulgação preliminar, o documento destacou "preocupações consideráveis com as políticas ambientais de Jair Bolsonaro, que vão contra os compromissos assumidos no Acordo de Paris, especialmente com o combate ao aquecimento global e à proteção da biodiversidade". Mais tarde, um trecho ligeiramente citado do presidente foi suspenso, mas o alarme permaneceu.


"Esta é uma declaração de natureza política, mas ainda não é a etapa do processo legislativo parlamentar apreciado deste tratado", disse o economista.


No entanto, a política ambiental do governo tem sido alvo de críticas de investidores e autoridades europeias. Episódios como o Incêndio na Amazônia em meados do ano passado e no Pantanal, recentemente ajudaram a reforçar a imagem negativa da política de preservação ambiental brasileira no exterior.


Em nota, a economia reafirmou seu entendimento de que o acordo "não será alcançado". "Pelo contrário, reforça o compromisso multilateral e a inclusão das melhores práticas no campo. Este acordo contém disposições destinadas a melhorar a sustentabilidade ambiental e inclui atividades de cooperação técnica para preservação da biodiversidade, manejo florestal indígena, pesca e vida selvagem", diz o comunicado.


"Dessa forma, o Ministério da Economia entende que a melhor maneira de lidar com as preocupações ambientais legítimas é aprovar e cumprir o acordo em si."


A economia também afirma que a equipe técnica do Mercosul e a Comissão Europeia se dedicam à revisão jurídica e jurídica do acordo e às excelentes soluções técnicas para fornecer traduções e referências de assinatura para apreciação do parlamento do partido.


"O governo brasileiro continua empenhado em referenciar rapidamente toda a etapa do processo até que a meta conjunta de entrada entre em vigor. Para o Brasil, esse acordo é um marco histórico na relação entre o Mercosul e a União Europeia, e em um momento de tensão e incerteza no comércio internacional, somando-se à crise global de saúde que se concentrará no compromisso de livre comércio, desenvolvimento sustentável e proteção ambiental", diz o comunicado.


"O Ministério da Economia reforça sua profunda confiança de que esse acordo fará contribuições significativas para o progresso necessário para a sociedade em ambas as partes, de acordo com as melhores práticas e regras relacionadas à sustentabilidade ambiental", disse o ministério em nota.