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Ford vai prorrogar até o fim de dezembro a suspensão de contratos de trabalho (lay-off)


A Ford assinou um convênio com o sindicato dos Metalúrgicos de Camaçari (BA) para um programa de demissão voluntária (PDV) que começou nesta semana e pagará até R$ 93 mil em salários extras para os trabalhadores participantes.


A empresa estenderá até o final de dezembro, suspendendo a suspensão de contratos de trabalhos cerca de 1.450 funcionários e fornecedores próprios que operam dentro do complexo na Bahia. Se necessário, o prazo pode ser prorrogado até maio.


A Ford é a terceira maior montadora de automóveis do país a anunciar o PDV para reduzir a ociosidade laborais dos trabalhadores da fábrica, intensificada por um surto de doença cardíaca coronariana. Os grupos Fiat e Hyundai não anunciaram tais medidas.


Para o outro, o valor vai variar de R$40.000 a R$80.000, dependendo do tempo do contrato, o grupo fechou sua fábrica do ABC em São Paulo no ano passado e hoje emprega 6.500 pessoas em Kamazari.


Em nota, a Ford disse que "o objetivo é nivelar a produção, uma desaceleração significativa no mercado causada por pandemias". Voltado para funcionários nas áreas de produção e registro a partir de quinta-feira.


Segundo a Bomfim, a Ford começou o ano com previsão de produzir 215 mil unidades Eco Sport e Ka, mas a estimativa caiu para 136 mil unidades "ou menos" para ele, a proposta de PDV da Ford - que não tem acordo para fazer demissões em massa até 2023 - "é a maior do Brasil". A empresa não especifica uma meta a ser alcançada.


Há duas semanas, os trabalhadores da Volkswagen aprovaram um programa para as quatro fábricas do grupo, que emprega um total de cerca de 15.000 pessoas, abrindo o PDV com salários extras de até 35 funcionários por mais de 30 anos, número que também segue o cronograma de acordo com o tempo de serviço.


A Volkswagen iniciou negociações dizendo que tinha 35% de sua força de trabalho em excesso, ou cerca de 5.000 funcionários. São apoiados por 294 trabalhadores em São Caetano do Sul e 235 em São José dos Campos (SP).


A Renault com fábrica no Paraná tem um PDV que cortará 747 posições, mesma posição das demissões feitas em julho, e que cancelou após uma greve de oficiais.