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EUA aumentam tarifas de importação de 18 países, incluindo o Brasil.


O secretário de Comércio dos EUA, Wilbur Ross, disse que as comunicações do presidente dos EUA no 9 anúncio na sexta-feira, impondo novos costumes sobre as importações de papel alumínio de 18 países, incluindo Brasil e Alemanha.


Segundo ele, a decisão é resultado de um estudo preliminar que concluiu que 18 países exportariam suas mercadorias a preços abaixo do valor de mercado. A prática, conhecida como dumping, é prejudicial aos fabricantes americanos. As tarifas serão aplicadas imediatamente, mas a revisão final será concluída em fevereiro de 2021.


De acordo com o Departamento de Comércio dos EUA, o país importou US$ 97 milhões em folhas brasileiras de alumínio no ano passado, deixando um total de US$ 1,96 bilhão importado de 18 países.


"Este é o caso mais amplo e abrangente que o departamento apresenta em mais de 20 anos", disse o Dr. Seuss.


Reação

O Ministério da Economia disse que estava revisando o processo aberto por autoridades americanas. Além disso, de acordo com a pasta de decisão dos EUA, foi tomada no contexto de uma investigação iniciada em 30 de março de 2020.


"O governo brasileiro tem trabalhado com exportadores e associações setoriais brasileiras, por meio do sistema de apoio à exportação do Ministério da Economia e do Ministério das Relações Exteriores, para tentar proteger os interesses de exportação do Brasil e determinar a adequação da pesquisa liderada pelos EUA às regras multilaterais", disse o ministério em nota.


O ministério lembra que as medidas anti-dumping só podem ser aplicadas ao nível necessário para combater a prática de discriminação de preços. "No caso de uso de medidas anti-dumping, é claro, os exportadores brasileiros poderão solicitar uma revisão administrativa anual demonstrando a adequação de suas exportações às regras multilaterais e solicitando a devolução do valor depositado sob garantia."


Também em nota, o diretor-presidente da Associação Brasileira de Alumínio (Abal), Milton Rego, disse que foi seguido por preocupações "de aumentar as restrições impostas pelos Estados Unidos aos seus parceiros".


"É um processo que começa com sanções na China e está de volta aos trilhos desde então", disse ele. O executivo também disse que a intenção de impor tarifas aos principais exportadores de folhas de alumínio "é algo que nunca foi visto nas relações comerciais internacionais".

"Lisonjeiro e seus associados estão se defendendo no fórum certo. A atitude de determinar taxas antes de monitorar as operações de dumping deve ser completa, extremamente perigosa para o Brasil, já que os EUA são o principal mercado comprador da nossa folha de alumínio." (Colega de trabalho Mariana Haltal).

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